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Tuesday, December 26, 2006

O texto está a andar


O texto está a avançar e a vontade também. Agora estamos a carregar as baterias mas depois ninguém nos vai parar!
Póvoa! Será que nos deixam ir?...
De qualquer forma a distância entre os corações tem-se estreitado.
Bom ano para todos!!!

Friday, December 15, 2006

Já temos estrutura!


Já temos esquema. Agora só falta preenchê-lo.
Qual é a distância de uma mulher à sua terra natal? Ou do coração de uma avó aos seus netos? ou de um ser humano com a transcendência? Ou ainda de um raptor perante o seu refém? Dois corações, muitas vidas. Milhentas emoções.
À descoberta do gesto que acompanha o sentir.

Saturday, December 09, 2006

Astronomia no Verão

O frio tem destas coisas: faz-nos ter saudades do Verão e das actividades a ele associadas. Para nós, uma actividade que se iniciou com a professora Ana Carla Campos, a grande mentora do Clube de Astronomia da escola, foi a colaboração com esse clube na Astronomia no Verão. Enquanto os membros do clube de Astronomia explicavam aos visitantes os mistérios do Universo, os membros do Clube de teatro faziam performances ligadas à relação entre o Homem e o Cosmos. Na Praia de Faro apresentámos o poema para Galileu, fantoches com o texto "Galileu e os Tombos que a Terra deu" (que divertiu imenso o então Ministro Mariano Gago), apresentámos o texto de Luis Mourão "O homem que via passar as estrelas", de Luis Mourão, e fizemos umas brincadeiras sobre a relatividade a que chamámos "Tias à velocidade da luz", a surfar em cima de tábuas de engomar! Foi bom. Para o próximo Verão lá estaremos, se o convite se mantiver.
Curiosidade: Sabem que o texto "Concurso de Demiurgos" feito pela Ana Carla Campos e pela Ana Cristina Oliveira ganhou o 1º lugar no concurso nacional SETI e ficou em 2º a nível europeu? Quem quiser dar uma espreitadela é só pedir que enviamos para a morada electrónica.

Tuesday, November 28, 2006

À conversa com Manuel Wiborg


Ontem, dia 27, o Clube foi assistir ao espectáculo "Debaixo da Cidade", com o Manuel Wiborg. No fim o actor disponibilizou-se a responder às questões levantadas pelos alunos. Falou do sentido simbólico do texto, do interior soturno da personagem, das frestas de luz desenhadas na sua obscuridade, na difícil arte de encenar um texto e de o tornar representável. Foi bom e não fora o cansaço evidente de Manuel Wiborg ainda lá estávamos todos a esta hora a conversar.

Sunday, November 26, 2006

Debaixo da Cidade


Corre, corre, corre. Imparável, na escuridão, o actor Manuel Wiborg, calções desportivos e tronco nu, corre como um atleta mas a corrida desenha círculos no espaço. Corre à volta de quê? À volta de nada? É muito escassa a iluminação (por Rui Alves), luz dum foco que lhe segue o movimento, a desvendar só parcialmente corpo e espaço. Assim decorrem os longos momentos iniciais do espectáculo Debaixo da Cidade, baseado em texto homónimo de Gonçalo M. Tavares, encenado por Manuel Wiborg e Cláudio da Silva, que se estreia hoje em Lisboa, na Sala de Ensaio do Centro Cultural de Belém (CCB), onde fica até dia 30 (21.00), seguindo depois em digressão e voltando à capital, noutra sala.Aquela corrida não corresponde a uma sequência muda. O intérprete duplica a prova de esforço: desde o primeiro momento/movimento, verbaliza o monólogo que é Debaixo da Cidade (do livro A Colher de Samuel Beckett, Campo das Letras, 2002): "O coração. Sentir que. Bate. (...) Não deixar que a luz entre e te ocupe. Rastejar debaixo da luz." Etc. Isto é, ele rasteja debaixo da cidade dos outros num esconderijo privado. Esses outros, "Eles", consubstanciam ameaça indefinida, nem por isso menos temida. Podemos identificar situação e discurso, de algum modo, com medos que nos invadem o quotidiano nestes tempos sombrios e isso reduz a estranheza da recepção. Aliás, não será decerto casual a coexistência em salas de Lisboa, a partir de hoje, deste monólogo com o de João Lagarto no Estúdio do D. Maria II, Começar a Acabar, a partir de textos de Samuel Beckett: falas solitárias e disfóricas. E Beckett é uma das grandes referências literárias de Gonçalo M. Tavares; em Debaixo da Cidade, cruza-se na atmosfera criada com outra das suas referências maiores, Kafka.
Elisabete França, in Diário de Notícias.
O Clube irá assistir, amanhã, dia 27, a este espectáculo no CAPa. É estranho, é diferente, é denso. A emoção ao ritmo da respiração. No fim, teremos uma conversa com o Manuel Wiborg e daremos notícias.

Wednesday, November 22, 2006

Um testenhunho de 5 anos


Escrever sobre cinco anos de Tapete Mágico, quando já se saiu, é sempre uma tarefa árdua, dolorosa, mas ao mesmo tempo tonificante.
Ver os espectáculos como uma estranha, pensar que um dia estive naquele grupo que dava mais cor a uma escola, que já estive “ali”, a lutar pela concretização de um projecto com mais ou menos crises de adolescência, com o empenho de quem queria que “desse certo”, com os nervos à flor da pele, com as angústias de quem sente na pele o que é o teatro… É uma vivência deliciosamente “traumatizante”. Por isso é fácil lembrar-me de como tudo começou…
Tinha precisamente 15 anos quando resolvi suster a respiração e dar um dos saltos mais altos que dera até então. Hora do salto: 14.30. Local do Salto: Ginásio da escola. Pronto, era oficial! Comecei a fazer parte do grupo de teatro “Tapete Mágico”! E o que foi apenas para experimentar tornou-se numa “droga” altamente viciante. Uma droga que me deixou agarrada até ao final do secundário….até ao final da vida!
Num turbilhão de emoções, partilhei projectos, cresci emocionalmente e tornei-me no que sou hoje. Porque há algo de inexplicável no teatro que evidencia aquilo que nos preocupamos em camuflar, em esconder, em recalcar, fazendo-nos crescer: as emoções.
O teatro procura todas as emoções escondidas, descobre a essência que nunca pensámos que existisse, aquela luzinha que ninguém pensa ter mas que na verdade toda a gente possui. Num acto de entrega e de paixão quase cega, entregamo-nos ao sentimento que o teatro tenta despertar, e muito naturalmente a “obra” nasce! Se de excelente qualidade ou de péssima qualidade, nunca foi isso que teve em causa. Houve sim, sempre, a preocupação em fazer um bom espectáculo, mas sempre me motivaram a não encarar a estreia ou o “fazer teatro” como um foco de pressão, como um momento angustiante de avaliação constante. A postura que me ensinaram a ter perante o teatro foi bem diferente. “Independentemente do que aconteça hoje, retirem prazer!” E foi isso que aprendi: independentemente se sofri a raiva de uma esposa traída, o delírio de Antígona, a angústia de Inês de Castro, a alegria de uma rapariga apaixonada. Todas essas personagens eu vivi intensamente em palco. E enquanto lá estive sei que fui plenamente feliz. Talvez por isso me lembre com tanta saudade os momentos que vivi no “Tapete Mágico”. De carácter agridoce, muitos foram os momentos que pensei em desistir. Mas os pozinhos perlimpimpim, lançados por uma fada mágica, fizeram com que esses momentos, em vez de nos destruírem, nos dessem mais vontade de enfrentar a vida.

A paixão instalou-se ao ponto de inflamar a alma. Ao ponto de desejar saber mais, de dar mais, e fazer mais. Até ao dia em que se batem as ultimas palmas à nossa actuação pelo “Tapete mágico”. A nossa última peça na jóia da coroa: o Teatro Lethes. A nossa última homenagem ao teatro pelo Tapete Mágico! Aparece então o conflito: O corpo rejubila por estar perto do ansiado descanso, mas por dentro estamos em cacos; Estamos felizes e ao mesmo tempo... Deixamos de sentir os abraços, os ouvidos fecham-se aos “parabéns” que nos dirigem, e a nuvem negra da tristeza instala-se. Não pela glória que acaba, não pelas palmas que já não se ouvem, mas pelo laço que sabemos que de certa forma se quebrou.
Mas embora eu me tenha ido embora, sei que posso sempre voltar ao meu “tapetinho”, que me fez sonhar, que me educou, que me elevou o sorrir, que me fez mulher. Porque sei que ele faz parte de mim, eu faço parte dele…e esse elo nunca se quebrará!
Rita Justino

Efemérides - 10 anos a voar nas emoções


Foi em 1995 que, na aula de Filosofia, a professora perguntou quem queria entrar para o Clube de Teatro. Não tinha nome ainda e, quando disse que sim, nem poderia adivinhar todas as aprendizagens, sensações e emoções que esta “viagem” me iria proporcionar. Foram três anos fantásticos!
Ao longo desses três anos criaram-se laços inigualáveis de cumplicidade, companheirismo e confiança. O tapete mágico ganhou nome e pouco a pouco começou a “voar”. A nossa timidez foi dando lugar à confiança, à vontade de partilhar com os outros tudo o que tínhamos aprendido e, aos poucos fomos vendo crescer em cada um de nós uma maior capacidade de expressão.
Subir a um palco e sentir a adrenalina de um espectáculo foi um desafio que muito me orgulho de ter tido a oportunidade de experimentar. Ainda sinto o cheiro de maquilhagem, os nervos antes de entrar em cena, o quentinho dos projectores, a madeira do palco que range ao passarmos, a energia dos colegas, enfim, uma série de recordações fantásticas que jamais esquecerei.
Representar é ter o privilégio de poder fazer arrepiar, chorar, rir e suspirar. É poder levar os outros a viajar nas asas dos sonhos. Foi isto que encontrei no “Tapete Mágico”. Todas as recordações e experiências que lá me foram proporcionadas fizeram-me crescer muito e ensinaram-me a AMAR a arte de representar.
Aida Mascarenhas

Monday, November 20, 2006

Tapetes 4ever!


Podemos perguntar, como quem não quer a coisa, por que será que o Clube de Teatro já não tem um espaço próprio. O Tapete Mágico é a única actividade de enriquecimento curricular que se manteve activa com um trabalho rigoroso e sistemático desde 1995. Já tivemos sala própria e sala partilhada, mas no ano lectivo 2005/2006 ficámos sem espaço. Este ano, a sala gelada em que trabalhávamos foi recuperada. Pintada de novo, linólio no chão, paredes supérfluas deitadas abaixo. Agora que foi recuperada foi elevada a sala polivalente. E o Clube continua sem espaço próprio. Porquê? Será que não merece? Será que, em última instância o bom senso não consegue perceber a necessidade, essencial para o espírito criativo, de um espaço permanente onde se possa conceber um espectáculo, onde o corpo consiga falar e onde a voz se torne corpo?
Depois de mais de 20 produções, a maioria com textos originais, de milhares de horas que ultrapassaram todo e qualquer crédito dado pela escola, depois de todo o empenho, suor e amor que os cerca de 100 "tapetes" semearam, esta actividade não merecia um pouco mais de respeito?
O teatro pode nascer em qualquer sítio, mostrar-se em qualquer lugar. Mas precisa de condições para ser concebido e nascer. Senão arrisca-se a ser privado de existência, antes mesmo de nascer.
Teremos ainda direito a ter esperança?

Sunday, November 19, 2006

Qual é a distância?



Este ano, ainda sem sala, trabalhando a desoras que não lembram à ressaca da 6ª feira o clube está a crescer a olhos vistos!
Já são mais de 20, querendo mostrar este ano qual é a distância que vai do meu coração ao teu.
Fiquem atentos que vamos dar que falar!

A música e o teatro



O Tapete Mágico tem tido o contributo de compositores que, graciosamente, têm oferecido a sua arte às sonoridades dos espectáculos.
Começámos com estas colaborações no espectáculo Lisístrata, em que João Tiago (dos Melomenorritmica) se inspirou nas músicas gregas para construir um tema fantástico que serviu de base à coreografia inicial.
O outro compositor foi António Macedo, o professor de filosofia que compôs os temas para os espectáculos "Do Trágico e do Sublime" e do espectáculo de final de ano "Inocência Desconcertante". Muito gótico!
Para o espectáculo "Antes que a Noite Venha", em Maio de 2004, trabalhámos com a compositora Paula Rocha, que concebeu a banda sonora do espectáculo, e tocou-a ao vivo no Teatro Lethes.
No ano lectivo 2005/2006, para o espectáculo "A Menina da Lua Nova" utilizámos sonoridades e percussões criadas ao vivo por David Riedel e Inês Nolasco.
Eles foram os responsáveis por grande parte da vida destes trabalhos, porque a música vai directa ao coração. O nosso agradecimento do fundo do coração a todos eles.
Aceitam-se compositores que queiram experimentar trabalhar connosco.

A Menina da Lua Nova


O ano lectivo 2005/2006 foi negro para o clube Tapete Mágico. Depois de 10 anos de intensa actividade o clube teve como recompensa o desalojamento das instalações cedidas nas Oficinas de Carpintaria. O material andou ao Deus dará, à mercê de alunos mal formados que vandalizaram muito do espólio acomulado ao fim de todas estas produções.
Sem sala, sem horário da professora para trabalhar às 4ªs à tarde, sem uma arrecadação digna para preservar o material, o clube teve um começo difícil.
Mas a vontade dos alunos, pedindo para que o clube não acabasse foi mais forte. A vontade venceu todos os obstáculos e começámos a ensaiar aos sábados de manhã.
Alguns alunos tinham de levar os irmãos mais novos e o clube, excepcionalmente nesse ano, trabalhou com crianças.

O tema foi o choque de culturas e, depois de um longo processo, nasceu o espectáculo "A menina da Lua Nova". Um espectáculo em tons laranja, com uma réstea de esperança no fim.


Três Versões da Vida








Cada momento conta e cada segundo pode ser determinante para a nossa vida. Este espectáculo foi concebido com base no livre arbítrio e na nossa capacidade de escolha. A partir de uma situação (uma rapariga que foi deixada pelo namorado) construímos três percursos diferentes com três finais distintos. Afinal, a vida pode muito bem ser aquilo que nós quisermos que ela seja. Aproveitem!



Neste ano, 2005/2006, com sala própria, os alunos passaram por uma experiência dura mas fundamental para o trabalho de actor: apresentaram o espectáculo durante cinco dias seguidos. Para perceberem que as emoções não se podem esgotar no dia da estreia.

Do trágico e do Sublime


Em 2003 os elementos do tapete mágico quiseram pegar num texto de autor e interpretá-lo. Já tinham a experiência da Oficina de Expressão Dramática, a experiência de 3 anos de Tapete Mágico e tinham a ousadia.
Escolhemos Lorca, escolhemos Sófocles, escolhemos um cruzamento entre os Amores de D. Perlimplim com Belisa em seu Jardim com a Antígona. E assim nasceu o espectáculo "Do Trágico e do Sublime". Foi apresentado na escola, na Biblioteca Municipal e aos alunos do 1º Mestrado de Teatro e Educação.
Contámos com a ajuda preciosa do professor António Macedo, e do seu clube de música, que compôs a banda sonora para a peça.
E aqui está o Sérgio interpretando o D. Perlimplim, abraçando a nossa Belisa (Patrícia Isabel) na noite de núpcias.

Esta foi a 1ª vez em que fizemos um espectáculo na nossa sala. Íntimo, selecto, como uma preciosidade a que alguns puderam assistir. Gostámos de ter partilhado o melhor de nós na nossa sala de trabalho.

Saturday, November 18, 2006



Será a vida uma tragédia? Ou será antes uma comédia da qual esquecemos a capacidade de rir?

Esta foi a proposta do Tapete Mágico no ano lectivo 2004/2005 a partir da obra de Woody Allen "Melinda e Melinda".

Mais uma fornada de novos elementos cheios de força e energia. Fomos até à Póvoa do Varzim, e não é que o pessoal doNorte gostou?

Viemos embora cientes de que a vida é aquilo que queremos que ela seja.

Antes que a noite venha


2004, ano sabático de intenso trabalho.
Ano em que trabalhámos quatro mulheres que acabaram mal: Julieta, Antígona, Inês de Castro e Medeia.
Foi doloroso mas resultou num espectáculo sentido e em tons de azul.
A nossa sala, ao lado das carpintarias foi habitada por pedras, argila, aquarários, flores e muita emoção.

O Teatro lethes foi a nossa casa final. Houve quem amasse, houve quem odiasse. Mas o teatro é mesmo assim.
Obrigada aos criativos que estiveram ao nosso lado neste trabalho:
Paula Rocha na composição musical, Carla Dias na cenografia, Carlos Gonçalves nos figurinos e Rui Cabrita na luminotecnia.

Corpo Secreto

- O meu corpo na tua alma
- A minha alma no teu corpo
- Se eu pudesse seguir a bússula do meu corpo
- Explorava o mapa da tua alma
- Para me tornar incandescente
- E me consumir em ti

Obrigada à Ana Baptista, à Carla e à Rita. Corpo Secreto foi o encontro com a Poesia. às vezes estes emcontros causam quedas...

Este ano ficou marcado pela cedência de um novo espaço ao Clube: o laboratório de construção civil, ou seja, a sala 302. O chão era gelado mas já não era mau. Tínhamos finalmente um espaço que podíamos usar para ensaios sempre que precisávamos.

É urgente o Amor

O clube Tapete Mágico, em 2002 resolveu pegar num tema que estava na ordem do dia: o Big Brother. Investigámos o livro do Orwell e recuperámos a ideia de uma sociedade intensamente vigiada que educava as pessoas para pensarem a guerra como algo desejável para a sociedade. A solução para esta sociedade doente foi a poesia descoberta por um casal que se apaixonou e lutou contra a máquina instituída. No final as pessoas foram libertadas ao som da poesia.

Este foi o início da história da nossa Ritinha, a Inês de todos os Pedros.

Auto da Índia


2002 foi um novo ano para a o Alexandre, a Marisa, o Sérgio, o Valter, a Beta, a Patrícia e, o nosso querido técnico, o Délcio.
Fizemos uma visita de estudo a Coimbra para aprender mais alguma coisa no Festival de Teatro de tema Clássico.


Muitas revelações: Déboraaaaaaaaa! Eu amo-teeeeeeeeee!

De regresso a casa começaram os preparativos para mais uma produção. Desta vez uma da Idade Moderna. Escolhemos o nosso Gil Vicente e o seu Auto da Índia.

A roupagem escolhida foi contemporânea e o espectáculo foi apresentado em cima de dois colchões de ginásio, os nossos tapetes mágicos.

O resultado foi surpreendente e divertiu bastantes turmas que foram assistir.


Aqui está a marisa a dizer ao seu marido Sérgio das saudades que lhe teve durante o tempo em que ele esteve fora.

E aqui o nosso Alexandre fazendo de Castelhano. De meinha branca e tudo!

Querenças e Virtudes


Para acabar este ano em beleza o grupo de teatro voltou ao claustro do convento de Nossa Senhora da Assunção, desta vez em co-produção com o Clube de Teatro Improviso da Escola Secundária Tomás Cabreira. As professoras fizeram uma investigação profunda sobre a história do convento e durante mais de uma mês parecia que tínhamos todos feito votos de reclusão, tal eram as horas de ensaio passadas no convento! O que nos valia eram os arbustos que faziam os labirintos do claustro. Foi um espectáculo com 25 alunos de duas escolas e outros tantos figurantes.
Os mouros, as mouras, os romanos, os judeus, todos privaram com as freiras Clarissas. e no fim... descobriu-se o segredo do muro. e tudo por causa das cuecas da superiora...
No final uma semana inteira em Sagres para descansar.

E agora, mãe?



Esta fornada de alunos que, para além do clube, frequentaram a disciplina, teve um ano pelno de actividades.

O Instituto Português da Juventude de Faro lançou-nos um repto: fazer um espectáculo que pudesse ser apresentado na semana da sexualidade. Desafio difícil que cumprimos com o espectáculo "E agora, Mãe?"
Abordámos algumas questões delicadas para depois podermos iniciar uma discussão com enfermeiras, psicõlogos e professores. Estreámos no IPJ mas fizemos um périplo pelo Algarve apresentando o espectáculo em Albufeira, Vila Real de Santo António, S. Bartolomeu de Messines, Lagos e Tavira. Foi tão bom...

Sobre as Moscas



2000 foi o segundo ano em que a escola teve a disciplina de OED. novos alunos, novas energias e o regresso aos clássicos, que é onde tudo começa.
Recuperámos Aristófanes, mas com uma nova roupagem. Um exercício em que se reinventava o texto experimentando várias formas de abordagem: a clássica, o café concerto,

o teatro de robertos, a visão feminista. Divertimo-nos.


Porém, o ano das vacas gordas acabou. Deixámos de ter uma sala própria e passámos a ter de partilhar uma sala bem mais pequena com o clube de Pintura. Fê-se o que se pôde mas à custa de condições adequadas de trabalho. Mais uma vez as disciplinas do curso de carpintaria nos ajudarm construindo umas escadas em madeira que muito úteis nos foram ao longo dos anos.

Memorial do Moleiro

Esta produção teve uma apresentação no I Encontro de Teatro do Sotavento Algarvio. Foi a recuperação de um texto feito para a Associação Ideias do Levante.
Fala do Algarve, das mouras encantadas dos nossos tempos, de moleiros que olham para a terra e conseguem ver as suas fadas, e de gente que expropria a torto e a direito.

Neste espectáculo, a aluna que ia fazer de Úrsula avisou na véspera que a mãe não a deixava fazer o espectáculo. Uma outra aluna, a Inês, estudou o papel da noite para o dia e defendeu-o muito bem. O teatro também vive destas coisas.
Inesquecível foi Patrícia Cintra no papel no papel de Joaninha.

Lisístrata


Coro das Velhas
Lisístrata, de Aristófanes, foi a 1ª grande aposta do grupo num texto de autor. 1998 foi também o ano em que a Escola Pinheiro e Rosa apostou na Oficina de Expressão Dramática.
Investigámos a fundo o teatro clássico e o resultado foi apresentado no teatro Lethes. A estreia aconteceu na Casa do Povo de S. Bartolomeu de Messines e foi apresentada também em Olhão e Albufeira.

Este ano foi o ano das vacas gordas para o clube de teatro. a escola disponibilizou uma sala com arrecadação anexa. Tínhamos também cortinas pretas que se puseram ao longo da sala para que as provas de OED pudessem ser apresentadas com um mínimo de condições.
Foi o último ano da 1ª fornada. Para ficarem com mais saudades os alunos do 12º que tiveram OED pediram uma autorização especial ao Ministério da Educação para frequentarem disciplina 6 horas por semana e não 3, como estava estipulado para as disciplinas técnicas. Obrigada à Ana Carina, Ana Lino, Aida Mascarenhas, Bruno Gabriel, Inês Silva, Marisa Graça, Rita Luis, Rita Brandão, Sónia Martins, e Susana Sousa.
O coro das velhas e dos velhos também tornaram de Lisístrata um bom espectáculo
O Auto da Muy Formosa Madalena foi uma viagens até ao Portugal das descobertas e ao papel da mulher nessa época. Quem eram essas mulheres que ficavam? Como viviam durante a espera de três anos pelos seus homens? Madalena sentiu que o seu homem sucumbiu ao mar e deixou-se matar pelas mulheres invejosas da sua beleza.



Susana Neves e Rita Luis

Susana Neves foi a nossa Madalena. Trabalhou cinco dias por semana para esta produção e o resultado valeu a pena. Apresentámos o espectáculo no claustro do convento de Nossa Senhora da Assunção, em Faro, em Maio de 1997. A turma de carpintaria fêz uma estrutura que representava o cíclo da vida, no qual a temporalidade de Madalena circulava até à sua morte.

Estiveram envolvidos cerca de 20 alunos num espectáculo que teve uma apresentação de 3 dias nos claustros do convento e no centro cultural de Lagos.

Andanças e Errâncias do Amor e da Discórdia

A primeira produção para o público em geral aconteceu em 1996 e chamou-se Andanças e Errâncias do Amor e da Discórdia.

Entre anjos e demónios contou com 20 actores que tentaram responder à questão: E se os Deuses do Amor e da Discórdia fizessem uma aposta? Quem ganharia? E se o material dessa aposta fôssemos nós, simples mortais, joguetes dos caprichos do Amor e da Discórdia?
O texto foi da autoria da coordenadora do clube, tentando responder ao repto de fazer um espectáculo sobre a problemática da droga.

Este espectáculo acabou por abordar problemáticas como o desemprego, a prostituição, a eutanásia, para além de sentimentos confusos como a confiança e o ciúme.

O espectáculo estreou no Teatro Lethes, em Faro e foi a S. Bartolomeu de Messines, a convite da Casa do Povo, que desde aí tem sido um parceiro incontornável do nosso grupo.
A Rita e o Miguel interpretavam um jovem casal recém casado, a Clara e o João, cujo amor iria ser posto à prova pelos deuses impiedosos do Amor e da Discórdia, interpretados pela Lúcia e pela Marisa. E como elas estavam bonitas nesse espectáculo! Lançavam anjos que lutavam entre si, lançando a discórdia ou apaziguando a dor
com a força do Amor. No fim, contra a morte...
existe a saudade: a lembrança viva de um amor
verdadeiro.



Inês Silva