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Thursday, September 04, 2014

Uma nova vida!

Todos os anos o Tapete se renova e acrescenta novos pontos ao seu já longo tecido. O seu manto de emoções tem sido cosido por suores, nódoas negras, risos, e lágrimas. De alegria no palco e de comoção na despedida. Aos que já voaram nas nossas emoções... até já. Aos que virão ter connosco... preparem-se, pois este é um pacto que se faz para a vida. Aos veteranos, peço algumas palavras de incentivo aqui no blog. Aos que estão para vir... estejam atentos porque não vão querer perder es
ta viagem!

13 comments:

David Riedel said...

O que dizer do tapete?
É um mundo em que nos podemos perder, voltar a encontrar e aprender um pouco sobre o mundo e nós mesmos numa viagem de emoções.
Entrei como músico, passei pelos aspectos técnicos e posso dizer que cresci muito neste grupo de teatro que é muito mais que um simples clube de escola. Não querendo ser lamechas, mas o tapete é uma família, alguns familiares mantemos mais próximos ao longo dos anos, alguns um pouco mais distante, mas sempre que nos cruzamos, por mais breve que seja, fico sempre com um sorriso enorme na minha cara.
Mas o teatro não é só flores e arco-íris! É trabalho, suor e e muito amor investido, mas que vale cada segundo do nosso tempo investido, ai isso vale. Não consigo colocar em palavras a sensação que é ver uma peça a ganhar forma ao longo dos meses, o entusiasmo que se sente por apresentar pela primeira vez a mesma, nem a mistura de tristeza e felicidade que se sente ao levar uma peça ao palco pela última vez.
Não sei se as minhas palavras vão motivar alguém a juntar-se a esta família de loucos felizes, mas espero que sim.
Abraços do vosso técnico alemão para todos os meus tapetinhos espalhados por esse mundo enorme!

AOliveira said...

Muito obrigada David! És a prova viva de como um espectáculo se constroi também fora do palco, na técnica, no suporte musical. o voo do tapete levou-te a outros voos mais profissionais dentro do Teatro e, estou certa, haveremos de voar por esses palcos outra vez!

Priscila Domingos said...

O tapete... e que tapete mágico!
Nunca tive quaisqueres ambições de ser actriz e não o quereria ser. Quem ler isto não me interprete mal mas para além de estudar (muito) e treinar todos os dias tambem é preciso ter talento e aquele bichinho para a coisa... (o meu bichinho passa por outras artes :) )
E agora perguntam "mas então o que raio foste para lá fazer?!"
(In)Felizmente na nossa vida passamos por momentos maus e menos felizes, mas que só nos fazem aprender e crescer! A escola secundária para mim foi um deles e no inicio embarquei no tapete mágico como modo de refugio e abstração dos problemas, e foi sem dúvida a melhor decisão que tomei!
Apesar da viagem ter sido curta (que é o que mais lamento) foi sem dúvida inesquecivel vos garanto.
Não tenham medo ou vergonha do que os outros possam achar ou dizer dos vossos actos, voces nem imaginam o quanto a vida é curta (para tudo o que á para fazer) e quantas vidas a vossa vida ainda vai dar. Vivam, arrisquem e desfrutem de todos os pequenos (gigantes) momentos que o tapete e estes professores maravilhosos vós podem dar! :)
Beijinho de saudade e abraço apertado desde Londres!

Priscila Domingos said...

* e quantas voltas a vossa vida vai dar

Filipe Jesus said...

A minha viagem no tapete começou á três anos, com a entrada no secundário. O bichinho pelo teatro já vivia comigo há algum tempo, porém,passaram-se alguns anos sem ter grande contacto com a magia do teatro...a entrada no tapete foi o regresso a uma das coisas que mais gosto me dá fazer, O teatro! Ao longo de um projeto passamos por momentos fantásticos, desde ensaiar vezes sem conta as cenas que ainda "não estão no ponto" até chegar ao dia do espetáculo e estar com aqueles nervos naturais, que depois de entrar em palco desaparecem, ou então transformam-se numa sensação de liberdade, de felicidade... Foram momentos destes que o tapete me proporcionou, ajudou-me a voar para outros mundos, ajudou-me a crescer, e ensinou-me muitas muitas coisas novas, com um grupo fantástico, e uns professores que não tenho palavras para descrever todo o apoio que nos dão, e como conseguem fazer sentirmos-nos em "casa" desde o primeiro dia que nos sentamos sobre o tapete. Aos professores e ao resto do grupo, um grande obrigado por me terem dado estes três fantásticos anos, por ter participado em três fantásticos projetos, resumindo, obrigado por tudo. Espero este ano continuar com horários compatíveis para continuar nesta grande viagem.

Lúcia Vicente said...

Hum... Vou tentar n escrever muito.

O meu querido Tapete Mágico. Qual a importancia que teve na minha vida? TODA!

A Ana veio parar à nossa escola um ano depois de choramingarmos, quase todos os dias, ao prof. Rogério que queriamos um grupo de teatro.

Em 1995 já tinha decidido que queria ser actriz. A Ana Cristina e o Tapete foi a minha base. Tudo o que sou enquanto actriz devo-o a esses tempos, com algumas licoes dificeis, mas bem merecidas e bem aprendidas.

Lembro-me acima de tudo da sensacao de profissionalimo que nós tínhamos. Das pequenas tours. Das visitas aos outros grupos de teatro, para os apoiar, mas muito para aprender com eles. E o Lethes! De correr nos seus corredores. Do palco e da adrenalina de o ver cheio na estreia da primeira peca. E de o ver cheio na última peca que fiz em Faro.

Hoje preparo o meu espectáculo em Berlim. Se correr bem estreia em Fevereiro. Já está quase tudo pronto! Participo como autora, directora artistica, bailarina, actriz, cantora e encenadora. É dificil fazer estes papéis todos? Sim! Mas foi essa coragem que recebi da Ana Cristina. Essa forca de transpor para o palco o que nos vai na cabeca e na alma.

Um dia gostava de voltar a trabalhar com a Ana. No Lethes. Voltar a casa.

Obrigada Tapete Mágico e Ana Cristina por toda a minha nova vida desde que entraram na minha vida!

Obrigada!

António Macedo said...

Para mim, trabalhar no tapete mágico foi das mais interessantes experiências pedagógicas e artísticas em que participei. Mesmo colaborando apenas como músico, pude aprender muito sobre o teatro e a arte em geral simplesmente observando a forma entusiasta e empenhada como te vi, Ana, a trabalhar e também pelo comportamento e estado(s) de alma dos alunos a trabalhar contigo, em grande parte devido àquilo que lhes conseguias transmitir. O que te posso dizer para o futuro é: continua! Continua empenhada como sempre. Num país onde o sistema educativo não valoriza a educação pela arte em detrimento do desporto e outras coisas, pessoas como tu e o trabalho de grupos como o tapete não só são resistentes e inconformistas como mostram que é possível realizar sonhos e educar de forma mais humana e integral. Continuação de muito sucesso para o tapete mágico.

AOliveira said...

Obrigada Priscila, a nossa menina actriz/produtora/atleta. Londres, de avião... é já aqui ao lado!
E tu, minha doce Lúcia... a ti te devo o incentivo para continuar, ao olhar para a tua vida, vendo os sonhos que perseguiste.
Um beijo especial, António Macedo, Por teres sido omeu braço direito no suporte musical do "Trágico e do Sublime".
Ainda havemos todos de voltar ao Palco!

Rita Brandão said...

Fazer parte do tapete mágico foi algo muito especial! Adorei a experiência, a aprendizagem, os desafios e as viagens. E isto tudo entre bons amigos! foi um tempo fascinante! foi uma alegria! Enfim... foi uma verdadeira aventura! e toda a gente adora aventuras!!
Quem não gostaria de embarcar no Tapete Mágico para outro tempo, outra cultura, outro cenário, outra família, e até outra personalidade?
Obrigada Ana!!
E boa viagem todos os que ainda vão embarcar!!

Andreia Revez said...

Tapete Mágico...
Para mim foi um abrir portas, foi uma descoberta interior, foi mais que um desafio de grupo, um desafio pessoal. Cresci, conheci-me, dei a mim mesma a oportunidade de ser eu por momentos.
Pisar um palco é uma sensação inesquecível e fazê-lo ao lado de grandes pessoas torna tudo mágico, tudo único! Todos os anos pessoas novas, amizades que se criam, outras que se fortalecem. São laços que se guardam para todo o sempre!
Póvoa! A grande Póvoa! Momentos que guardo com tanto carinho e que recordo com tanta nostalgia.
Fiz parte deste grupo os 3 anos de secundário, mas a ligação foi tão mais forte que após um ano parada e mesmo já com outros horários e rotinas, universidade a complicar, regressei para mais um ano de peça!
Quem sabe um dia não regresse...
Saudades de tudo e de todos!
Um beijinho grande para todos os meus tapetes :)

Marisa Graça said...

É incrível ver como já passaram tantos anos desde o nascimento do Tapete Mágico... Foi sem dúvida um dos marcos na minha vida adolescente, essencial na descoberta da minha identidade e na definição de tantas escolhas que viria a fazer pela vida fora. Na verdade, e sem exagerar, creio que a minha vida teria provavelmente seguido caminhos bem diferentes sem o Tapete, que abriu um cofre de tantas e maravilhosas experiências e partilhas com o grupo fantástico que se juntou graças à vontade da Ana...
Tenho saudades desses tempos, mas fico feliz por ter entranhadas em mim tantas memórias e vivências felizes proporcionadas por todos os que fizeram parte desta aventura! E só posso desejar que a Ana continue a ter a força e inspiração para continuar a liderar este barco, que ao longo dos anos tem seguramente sido tão importante para muitos outros (e outras), para além de mim!

Ana Pacheco said...

Pisar o Tapete Mágico foi uma experiência que marcou a minha vida. Pertence ao passado, mas não a um daqueles passados que fechamos numa gaveta da memória e dos quais não sentimos falta. Não. A minha viagem no Tapete é um passado presente em todos os meus dias, seja pelos momentos que percorro com saudades nos passeios da memória, seja pelo modo como vivo e me relaciono com os outros e pelo modo como vejo o mundo.
No Tapete fui mais do que sou, porque pude ser outros. Fui um “eu” que abraçou outros “eus”; um “eu” que riu, chorou, amou, cresceu, viveu, morreu e renasceu com eles, por eles e através deles… E, muitas vezes, para além deles.
O Tapete Mágico é uma vivência simples do teatro, mas por ser simples é intimista, é verdadeira, é a génese dos primeiros passos de tantos jovens como eu que quiseram e continuam a querer ir mais além dentro de si.
Hoje, já passaram quase 10 anos desde o primeiro dia em que subi para esse tapete e, entretanto, já concretizei o projecto de me tornar médica, já fui a África e voltei, já vivi e pisei inúmeros palcos da vida real e muitos mais se avizinham...
O curso da vida é inevitável e inadiável e, neste caso, conduz somente a um desfecho: às saudades e ao desejo de poder ter um qualquer relógio mágico que congelasse o tempo, de vez em quando, para poder voltar atrás e, por breves instantes, reviver tudo, porque ali no Tapete fui feliz a cada momento e partilhei algo único e especial com aqueles jovens aprendizes de actor e a sua encenadora.
Sei que, no meu metafórico coração, serei sempre uma “carpete”, um “tapetinho mágico” e revisitarei intensa e incansavelmente aquele frenesim interior que nos lança em cena e nos catapulta para dentro de uma personagem, aquele calor e aquele poder magnético que nos percorre o corpo e nos une a uma dimensão paralela, onde o tempo não nos controla e o que somos se transforma. Sei que nada nem ninguém jamais me roubará o momento, gravado em mim, de entrar em cena, misturar-me com o jogo de luzes e dar voz e vida a alguém que não eu, porque naquele instante actor, personagem e autor são um só e eu voo com os pés bem assentes no palco. E é também esse frenesim aprendido que se apodera de mim sempre que entro em cena em cada nova etapa da minha vida... Porque tudo, no fundo, é uma viagem num tapete mágico. Hoje, 20 anos depois dos primeiros passos do Tapete, resta desejar a todos os actuais e futuros "tapetinhos" que continuem a voar alto e a sonhar!

Renata Carriço said...

Tapete Mágico...
É difícil transpor para palavras o quanto significa o Tapete Mágico para mim...
O Tapete leva-nos numa viagem para outros mundos, outras culturas, outras épocas, outras personalidades...e é uma viagem interior também, porque para sermos outros temos de os encontrar dentro de nós. É um processo de auto-descoberta, e esse processo é fundamental ao longo da vida, e particularmente na adolescência. A influência do Tapete vai muito para além do que se esperaria de um “simples” grupo de Teatro de uma escola secundária. A forma profissional como encarávamos o que fazíamos, a responsabilidade, o vencer medos, o expor-se perante o público, o auto-domínio, o saber colocar-se no lugar do outro, saber sentir como o outro, a memorização...e a camaradagem, a entre-ajuda, o aprendermos uns com os outros, os risos, os nervos, a amizade... E o palco. Aquele instante em que se vai entrar em cena e o resto do mundo desaparece...nós desaparecemos, e fica a personagem, a cena, o palco.
A experiência que tive no Tapete Mágico deu-me bases sólidas para o resto da minha vida e até hoje aplico o que aprendi nesses anos passados no Tapete. Mesmo tendo seguido um rumo tão diferente, a Ciência, trago o Teatro e as memórias vivas dos anos no Tapete sempre comigo.
Tenho a agradecer à Professora Ana Oliveira pelo trabalho extraordinário que faz com este grupo e por tudo o que nos proporcionou e ensinou, e desejo que continue por muitos e longos anos! É uma viagem fantástica que fica para sempre!