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Monday, January 29, 2007

Onde pára o teatro universitário?

O espectáculo Quinze minutos de glória, levado à cena pelo grupo universitário Sin-Cera e encenado por Pedro Wilson está centrado na figura de um médico charlatão, interpretado por Rui Cabrita, autêntico Rei das abóboras como a figura do Estranho Mundo de Jack, de Tim Burton. Assessorado por um muito sóbrio assistente, interpretado por Fernando Cabral. O taberneiro que foi obrigado a cometer o primeiro crime encomendado pelo médico foi retirar inspiração ao corcunda Fritz criado para o filme de 1931 de James Whale no qual Boris Karloff interpretava a criatura. Há um efeito especial interessante que conjuga o espaço imaginário do pequeno tabique que divide as duas habitações com a evidência do pó que se faz sentir quando a parede é destruída. De resto, a galeria de personagens que vão recorrendo aos talentos do médico são apenas figuras que desfilam sem haver uma necessidade de interiorização desse cortejo dos desesperados da vida, que trocam um coração por uma consola de jogos. Este espectáculo contou com as interpretações de António Guerreiro, Dário Cruz, Fernando Cabral, João Tatá Regala, Maria José Vito, Márcio Guerra, Olga Ameixa, Ricardo Mendonça, Rui Cabrita, Sandra Custódio, Sónia Esteves e Vera Dourado.
Uma encenação que jogou pelo seguro, apostando nos talentos dos actores que já lidam com o teatro há uns anos, deixando os papéis secundários para os actores com menos experiência.Continuamos ansiosamente à espera de um Sin-Cera completamente renovado, com sangue novo, mostrando a energia e o arrojo de um verdadeiro teatro universitário.

1 comment:

Ana said...

"15 minutos de Glóriaaaa!! Só quero 15 min na TV!!" sem dúvida um frankenstein muito dado aos Media... Mas valeu o convívio com o pessoal, Tapetes sempre a abrir lol

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